Ex-ministro diz que sofreu pressão de Aécio para nomear delegado da PF

O deputado federal Osmar Serraglio (PP), ex-ministro da Justiça, disse que Aécio Neves (PSDB) e Renan Calheiros (MDB) tentaram interferir na nomeação de delegados da Polícia Federal

Aécio Neves se tornou réu no STF por corrupção
Jefferson Rudy/Agência Senado – 4.7.2017

Aécio Neves se tornou réu no STF por corrupção

O deputado federal Osmar Serraglio (PP) voltou a afirmar, no plenário da Câmara, que sofreu pressão do senador Aécio Neves (PSDB) quando ocupou o cargo de ministro da Justiça. O ex-ministro, assim, contextualiza um trecho dos áudios em que o político mineiro foi flagrado expressando à Joesley Batista sua contrariedade quanto aos rumos da operação Lava Jato.

Divulgados em maio de 2017, em um dos áudios Aécio critica Serraglio, a quem classificou com palavras de baixo calão. O ex-ministro explicou que, na época, foi procurado pelo senador, que queria que ele empossasse como delegado da Polícia Federal um indicado seu. Serraglio afirma que não cedeu à pressão do tucano.

Em outro trecho da conversa gravada com Joesley Batista, Aécio reclama justamente da escolha dos delegados feita pelo ministro.

“Pressões semelhantes advieram do senador Renan Calheiros , multi-investigado pela Polícia Federal”, acusou também o ex-ministro.

Calheiros nega a acusação. “Pelo contrário… virei oposição ao governo Temer justamente quando ele assumiu o ministério indicado, e teleguiado, por Eduardo Cunha”, defendeu-se Renan ao jornal O Estado de São Paulo .

Aécio assume

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) reconheceu que “cometeu erros” e disse que “foi ingênuo”. Apesar disso, o segundo presidenciável mais votado nas eleições de 2014 garantiu que “não cometeu nenhuma ilegalidade” e que não praticou “um ato sequer em favor da JBS”.

Em artigo publicado na segunda-feira (16) no jornal  Folha de S.Paulo  , Aécio disse que foi pego em uma “armadilha montada por criminosos”.

O senador foi acusado de ter atuado para tentar obstruir a Justiça ao ter desempenhado “intensa atuação nos bastidores do Congresso Nacional” para impedir o avanço das investigações e a punição de políticos.

A PGR cita na denúncia a gravação da conversa entre o tucano e Joesley , na qual Aécio menciona estratégia para direcionar as distribuições de inquéritos da Lava Jato para delegados pré-selecionados.

Aécio diz que essa acusação “é desprovida de fundamento”. “Acusam-me por votos que dei no Senado e por opiniões que externei em conversa particular, sem que tivessem nenhum desdobramento fático”, disse o tucano.

Fonte: Último Segundo

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