A famigerada corrupção

A tese de que o inferno é aqui na terra, servem muitas vezes de comodismo para muitas pessoas. O acomodado ou o comodista preferem ficar na zona de conforto. Pressupõe que mudanças dependem da transformação alheia. Se elas tardarem, ou não se concretizarem, lavam-se as mãos, a exemplo de Pilatos.

O resultado de permanecer na zona de conforto e na transferência de responsabilidades não poderia ser diferente: perpetuam-se práticas que devem – e podem – ser banidas da vida social. É o caso da corrupção.

Denúncias pipocam na imprensa com indesejável frequência. A indignação origina artigos de especialistas, editoriais com cobrança de providências, cartas de leitores revoltados com o destino dado aos recursos arrecadados graças aos altos impostos que se apropriam de três meses de salário anual do trabalhador.

Passado o calor da revolta, porém, nada mais acontece. Fica a expectativa do próximo golpe, mais engenhoso e com a gula multiplicada. A lentidão da Justiça deixa clara a sensação de impunidade e, com ela, a perigosa certeza de que o crime compensa.

Nada se pode fazer contra a cultura do tirar o corpo fora, que algumas pessoas insistem em fazer parte. Ainda bem que existem pessoas, grupos e organização que estão dispostos a combater a famigerada Corrupção.

“O que você tem a ver com a corrupção?”. A mobilização parte do princípio de que a mudança ocorre no indivíduo. Impõe-se motivá-lo para que ele se dê conta de que faz parte do sistema e, como tal, é responsável senão por ação, por omissão, ou pelo estado de ver as coisas em cima do muro.

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