Grupo da Lava Jato rebate ataques de Gilmar Mendes: “Desbordou o equilíbrio”

MPF desmentiu afirmação do ministro do STF sugerindo que procurador agiu em favor de João Santana, e alfinetou: “O procurador foi além das exigências éticas e legais, comportamento esse que o próprio Gilmar não observou”

Ministro Gilmar Mendes disse que a
Roberto Jayme/Ascom/TSE – 21.3.17

Ministro Gilmar Mendes disse que a “corrupção chegou ao Ministério Público”; força-tarefa da Lava Jato reagiu

A força-tarefa de procuradores que atuam na Operação Lava Jato divulgou nota nesta quinta-feira (12) rebatendo ataques desferidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

O Ministério Público Federal (MPF) garante que o procurador Diogo Castor não atuou em nenhum dos processos envolvendo João Santana e que, inclusive, o acordo de delação do publicitário foi feito com a Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de o escritório do irmão de Castor ter assumido a defesa do ex-marqueteiro do PT.

Barata Filho

Os procuradores também contra-acatacaram Gilmar ao mencionar a relação do ministro com o empresário Jacob Barata Filho, alvo de investigações na Lava Jato no Rio de Janeiro. Conhecido como o ‘Rei do ônibus’, Barata Filho já foi libertado da prisão em ao menos três vezes por Gilmar Mendes , que foi padrinho de casamento da filha do empresário.

“O procurador Diogo Castor de Mattos não atuou na investigação de João Santana por decisão própria, indo além das exigências éticas e legais da magistratura, comportamento esse que o próprio ministro Gilmar Mendes não observou quanto ao seu impedimento em medidas judiciais relativas ao investigado Jacob Barata Filho”, diz a nota do MPF.

Por fim, os procuradores se dizem indignados com o “destemperado uso de falsas notícias e supostas intrigas” feito por Gilmar Mendes. “A força-tarefa Lava Jato do MPF no Paraná presta estes esclarecimentos à população para não ficar indefesa diante do reiterado sentimento negativo do ministro Gilmar Mendes com o sucesso da operação em desbaratar organizações criminosas que atuavam no poder público federal e com as mudanças positivas que o combate à corrupção trazem para a Justiça brasileira.”

Fonte: Último Segundo

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