Ministro do STJ determina novas diligências à Polícia Federal

GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell, determinou à Polícia Federal o cumprimento de diligências referentes ao Inquérito no 1210, que apura uma possível participação do governador Pedro Taques (PSDB), na “grampolândia pantaneira”. O próprio tucano solicitou a inclusão de seu nome nas investigações. A remessa dos autos, com 7 volumes, 12 apensos e 19 caixas, para a Polícia Federal ocorreu na segunda-feira (2).

Desde que chegou ao STJ, em outubro, essa é a primeira movimentação no processo. O alvo da investigação é o suposto esquema de interceptações telefônicas clandestinas, com utilização do método “barriga de aluguel” – quando números de pessoas não investigadas são listados como se pertencessem a alvos de inquéritos policiais.

A investigação teve início em 12 de maio, quando vieram à tona denúncias atingindo o alto escalão da Polícia Militar de Mato Grosso. No mesmo dia, o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, deixou o governo. Ele também é investigado.

No dia 23 daquele mês, ocorreram as primeiras prisões. O ex-comandante da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa, e o cabo PM Gérson Corrêa foram detidos por determinação do desembargador do Tribunal de Justiça Orlando Perri. Dois dias depois, o STJ abriu uma sindicância para apurar o envolvimento do governador.

Paralelamente, o Tribunal de Justiça continuou com o caso, o que resultou na prisão de outros militares. O auge foi a deflagração da Operação Esdras, em setembro, quando foram presos os ex-secretários de Segurança Pública, Rogers Jarbas, de Justiça e Direitos Humanos, coronel Airton Siqueira, além de Paulo Taques, o sargento João Ricardo Soler, o major Michel Ferronato e Helen Christy, esposa de Lesco.

Na época, Taques já havia solicitado ao STJ que fosse investigado, alegando que, na denúncia inicial, o promotor de Justiça Mauro Zaque afirma que o tucano sabia do esquema. Campbell só decidiu transformar a sindicância em inquérito no dia 11 de outubro, solicitando a remessa dos inquéritos que tramitavam no Tribunal de Justiça á Corte Superior. A decisão culminou com o sigilo das investigações.

No dia 31 de outubro, o ministro determinou a soltura de todos os presos da Operação Esdras. Apenas Zaqueu e Gérson continuaram presos até o mês passado. O primeiro a conseguir liberdade foi Zaqueu, que cumpriu prisão domiciliar e, desde março, precisa apenas usar tornozeleira eletrônica. Já Gérson foi libertado no dia 14 de março.

Fonte: GD (Pablo Rodrigo)

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