“Justiça que tarda é Justiça falha”, prega Dodge a um dia do julgamento de Lula

Chefe da PGR diz que excesso de recursos até o início do cumprimento da pena “aniquila o sistema de Justiça” e avalia que o julgamento do habeas corpus do ex-presidente será “um dos mais importantes da história do STF”

Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, manifestou-se contra pedido de habeas corpus de Lula no STF
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 14.12.17

Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, manifestou-se contra pedido de habeas corpus de Lula no STF

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, voltou a defender o  cumprimento da sentença após a condenação de réus na segunda instância da Justiça.

Raquel Dodge recomendou rejeição de habeas corpus de Lula

Quando os ministros do STF deram início ao julgamento do recurso de Lula, no último dia 22, Dodge manifestou-se pela rejeição do pedido do ex-presidente , defendendo que o petista passasse a cumprir imediatamente a condenação a 12 anos e 1 mês de prisão imposta pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4) após uma primeira sentença do juiz Sérgio Moro.

Raquel Dodge, naquela sessão, argumentou que a autorização do STF para prisões antecipadas, vigente desde 2016, deve valer para todas as pessoas – inclusive para um ex-presidente. “O habeas corpus é incabível. Quem diz isso não sou eu, mas a jurisprudência desta Corte. Os impetrantes invocam o princípio da presunção de inocência para dizer que aquela decisão do TRF-4 não pode prevalecer. Essa decisão está inteiramente baseada no acórdão proferido por esta Corte em dezembro de 2016”, disse a chefe da PGR, acrescentando que a autorização para execução provisória de penas impostas pela segunda instância é um “marco importante para fazer cessar a impunibilidade do País”.

Fonte: Último Segundo

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