Relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin revela que família está sendo ameaçada

Fachin ainda relatou que já tem tratado do tema e das ameaças. Segundo ministro, foram pedidas providências à presidente do STF e à Polícia Federal

“Preocupo-me não só com julgamento, mas também com a segurança de membros da minha família”, diz Fachin
Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

“Preocupo-me não só com julgamento, mas também com a segurança de membros da minha família”, diz Fachin

O relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou em entrevista à Globo News que sua família está sendo ameaçada, e que isso vem o preocupando. “Uma das preocupações que tenho não é só com o julgamento, mas também com a segurança de membros da minha família”, disse.

Fachin ainda relatou que já tem tratado do tema e das ameaças. Segundo ele, foram pedidas providências à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, e à Polícia Federal por intermédio da delegada que trabalha no Supremo. O ministro, porém, não especificou de quem ou de onde vêm as ameaças feitas contra seus familiares.

“Nem todos foram os instrumentos foram agilizados, mas eu efetivamente ando preocupado com isso, e esperando que não troquemos fechadura de uma porta já arrombada também nesse tema”, completou na entrevista à Globo News.

A Lava Jato no Supremo

Edson Fachin foi sorteado relator da Operação Lava Jato na Corte depois da morte do ministro Teori Zavascki, em 19 de janeiro de 2017, em um acidente de avião bimotor que voava em Paraty, região da Costa Verde do Rio de Janeiro, e do até então ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, ser indicado pelo presidente Michel Temer para assumir a cadeira vaga no STF.

O relator do STF é responsável por analisar detalhadamente um processo, preparando relatório e apresentando aos colegas. Depois disso, deve colocar seu voto sobre determinada pauta no plenário e, então, os outros ministros podem segui-lo ou não. Ademais, pode colocar uma questão como urgente e, também, é o responsável por levar em votação o habeas corpus. Vale destacar que, no Supremo, como é no caso da Operação Lava Jato, são analisados processos de autoridades com foro privilegiado.

Fonte: Último Segundo

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