Ex-deputado Cândido Vaccarezza é indiciado por corrupção pela Polícia Federal

Ele é investigado desde de 2015 na Lava Jato por, segundo o Ministério Público Federal (MPF), favorecer empresas estrangeiras em contratos com a Petrobras em troca de propina.

O ex-deputado federal Cândido Vaccarezza foi indiciado pela Polícia Federal (PF) por corrupção na Operação Lava Jato, nesta segunda-feira (26).

Ele chegou a ser preso na 44ª fase da operação, chamada da Operação Abate, em agosto do ano passado, mas foi solto após pagar fiança de R$ 1,5 milhão.

Vaccarezza é investigado desde de 2015 por, segundo o Ministério Público Federal (MPF), favorecer empresas estrangeiras em contratos com a Petrobras em troca de propina.

O ex-deputado foi líder do governo dos ex-presidente Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff e ganhou fama de articulador hábil e ecumênico, com trânsito nas bancadas de partidos que tradicionalmente fazem oposição ao PT.

O G1 tentou contato com a defesa de Vaccarezza, mas não conseguiu até a publicação desta reportagem.

Operação Abate

O Ministério Público Federal (MPF) afirma que Vaccarezza usou a influência decorrente do cargo em favor da contratação da empresa Sargeant Marine pela Petrobras. No total, a empresa obteve 12 contrato entre 2010 e 2013 que somam US$ 180 milhões.

As investigações surgiram da delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

O ex-deputado, segundo o MPF, foi o principal beneficiário de US$ 500 mil em propina que eram destinados ao PT. Também foram beneficiados pelo pagamento de propina o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, que se tornou delator da Lava Jato.

O MPF aponta ainda que Vaccarezza pode ter recebido propina e repassado informações confidenciais da Petrobras à empresa Quimbra na comercialização de tolueno (uma substância obtida do petróleo).

Fonte: G1

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