STF prorroga investigação contra Ezequiel por ‘máfia das gráficas’

O Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu mais 90 dias para a finalização de um inquérito contra o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP). O procedimento investiga esquema de corrupção envolvendo gráficas em Mato Grosso.

Segundo os autos, o prazo suplementar foi concedido para a colheita de depoimento do ex-deputado estadual Maksuês Leite que virou delator no caso envolvendo gráficas de Cuiabá e Várzea Grande e agentes públicos, desmantelado pela Polícia Civil em dezembro de 2014 na Operação Edição Extra. O novo prazo atende pedido da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge.

O Ministério Público Estadual (MPE) apontou que o deputado recebeu um cheque de R$ 35 mil proveniente da Defanti Gráfica e Editora, por meio da conta bancária de sua cunhada, Rosilene de Fátima Basso, em outubro de 2012. Rosilene também é investigada.

Por conta da prerrogativa de deputado federal, a denúncia contra Fonseca e sua cunhada está sob responsabilidade do STF, que abriu investigação em 25 de agosto de 2016.

A “Máfia das Gráficas” supostamente agia sob o comando do então presidente da Assembleia, José Riva, que ordenava a realização do esquema por meio de licitação.

Em seguida, o então secretário-geral do Poder, Luiz Márcio Pommot, coordenaria o suposto esquema, que seria operado pelo empresário Jorge Luiz Defanti.

Era ele, segundo o MPE, quem definia os futuros vencedores de cada lote do pregão, a partir de propostas de preços pré-determinadas, junto a outros empresários do ramo gráfico que participavam do esquema.

Do dinheiro recebido, os empresários devolveriam ao então deputado Riva 75% do valor, ficando apenas 25% restantes.

Fonte: GD

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