Fundo proposto por Taques enfrenta resistência na Assembleia, diz Botelho

O projeto de criação do Fundo Emergencial de Estabilidade Fiscal (FEEF) proposto pelo governo do Estado com expectativa de arrecadar até R$ 500 milhões para garantir o equilíbrio da máquina pública ainda nem chegou à Assembleia Legislativa, mas deverá enfrentar resistência entre os deputados. A informação de que o clima não está propenso à aprovação do fundo é do presidente da Casa, Eduardo Botelho (PSB). Conforme o parlamentar, o projeto ainda deve passar por uma apresentação aos deputados.

Botelho informou que antes de ser incluso na pauta, o projeto do fundo será apresentado pelo Executivo à bancada de apoio em uma reunião, que deve ocorrer na próxima semana. “O governo deve apresentar semana que vem, numa reunião com a bancada do governo, pra gente fazer essa discussão”, disse.

Segundo ele, a resistência mesmo de aliados é real, mas destaca que caberá ao governador Pedro Taques (PSDB) e sua equipe econômica os convencerem a mudar de posição. “Existe sim [resistência], mas o governo tem que mostrar a importância, tem que tentar convencer. Cabe ao governo fazer esse convencimento para mostrar a importância do fundo. Hoje não tem condição para aprovar, mas pode haver uma mudança”, ponderou.

Botelho explica que os parlamentares são contra o fundo emergencial de estabilização fiscal porque vai representar aumento de gastos para os setores econômicos, como a indústria e também o aumento do custo do óleo diesel, insumo utilizado no transporte da produção agrícola. “Esse custo os deputados não querem assumir agora, então ele vai ter que sentar com os deputados pra resolver isso”.

Com o embaraço no assunto, o parlamentar não definiu data para inclusão do projeto na pauta de votação do da Assembleia. “Depois dessa reunião a gente põe na pauta. Vai depender dessa reunião”. Além disso, botelho também prefere não assumir postura de mediador, que por vezes assumiu em outras pautas polêmicas. “Não, eu vou esperar primeiro essa reunião”, disse.

Fundo de Estabilização Fiscal

O governador Pedro Taques propôs a criação do Fundo Emergencial de Estabilização Fiscal, em fevereiro, como saída para a crise econômica e possibilidade para recuperar o equilíbrio fiscal. A ideia é que o fundo seja temporário, por no máximo dois anos. Ele receberia recursos dos Poderes e alguns setores econômicos. A expectativa do Estado é de arrecadar até R$ 500 milhões em um ano para garantir o equilíbrio da máquina pública.

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