Maioria dos brasileiros prefere eleger um candidato pobre neste ano, diz Ibope

Honestidade é o principal valor procurado pelos eleitores em um candidato à Presidência da República; 44% estão pessimistas quanto às eleições de 2018

Mais da metade (52%) dos brasileiros concorda que prefere candidatos de família pobre para as eleições de 2018
Nelson Jr./ ASICS/ TSE

Mais da metade (52%) dos brasileiros concorda que prefere candidatos de família pobre para as eleições de 2018

Há alguns meses do pleito que definirá o nome do próximo presidente da República do Brasil, em outubro deste ano, 44% dos eleitores se dizem pessimistas quanto ao resultado das eleições de 2018. Os dados são da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira – Perspectivas para as eleições de 2018, feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Ibope, divulgada nesta terça-feira (13).

Perguntados sobre o perfil do candidato ideal, os entrevistados foram categóricos: é preciso que essa pessoa seja honesta e que não tenha se envolvido em casos de corrupção.

Para 87% dos brasileiros é muito importante que o candidato à Presidência não minta na campanha e seja honesto. Além disso, para 84% é igualmente importante que essa pessoa nunca tenha se envolvido em casos de corrupção.

A pesquisa aponta ainda que 66% dos eleitores preferem votar em um candidato honesto, mesmo que defenda políticas com as quais ele não concorda.

Família, experiência e religião

Outro ponto levantado pela pesquisa é que a maioria dos brasileiros (52%) concorda que prefere votar em candidatos de família pobre. Para 8% é indiferente e 38% discordam em parte ou totalmente. Para 62% dos entrevistados é necessário que o candidato tenha uma família bem estruturada. A característica é a oitava mais valorizada entre as 11 que foram consideradas.

Ainda de acordo com pesquisa, praticamente oito em cada dez brasileiros (79%) concordam totalmente ou em parte que é importante que o candidato a presidente acredite em Deus. Para 29% dos entrevistado, é muito importante que o candidato seja da mesma religião que elas.

A questão da experiência também foi levantada pelos entrevistados que, em 47%, concordam totalmente é importante que o futuro presidente tenha experiência anterior como prefeito ou como governador. Sobre a mesma afirmação, 25% concorda em parte, 13% discorda totalmente, 11% discorda em parte, 1% é indiferente e 2% não sabem ou não responderam.

Preferências quanto ao foco na campanha

Além do perfil dos candidatos, o levantamento chegou a analisar que tipo de campanha e que orientação de governo mais agradaria aos brasileiros, caso as eleições fossem hoje.

Para 44% dos entrevistados o principal foco do novo presidente deve ser em questões de mudança social, com melhoria da saúde, educação, segurança e desigualdade social.

Em segundo lugar na pesquisa, atendendo às prioridades de 32% dos brasileiros, o foco do governo deve ser a moralização administrativa, com combate a corrupção e punição de corruptos.

Além disso, para 21%, o foco deve ser a estabilização da economia, com queda definitiva do custo de vida e do desemprego. Para 1%, nenhum desses ou outros focos. Outros 2% não sabem ou não responderam.

Apesar da maioria não acreditar que o foco deve ser a estabilização da economia, 92% consideram importante ou muito importante que o candidato à Presidência defenda o controle dos gastos públicos.

Para 89% dos entrevistados o candidato precisa conhecer os problemas do país; para 77%, ter experiência em assuntos econômicos e, para 74%, ter boa formação educacional.

Promessas e preferências de partido

A maioria dos brasileiros não acredita em promessas de campanha: afinal, 75% discordaram totalmente ou em parte da frase “eu acredito nas promessas de campanha dos candidatos”.

Por fim, boa parte dos entrevistados (48%) disse não ter preferência partidária. Entre aqueles que têm preferência ou simpatia por partidos, 19% disseram que preferem o PT. Em seguida, entre os preferidos, estão MDB (7%), PSDB (6%); Psol, DEM, PC do B, PDT, PR, PPS, PSB, PSC, PSD, PTB, PV e Novo, com 1% cada.

A pesquisa sobre as expectativas sobre as eleições de 2018 foi feita com duas mil pessoas em 127 municípios, entre os dias 7 e 10 de dezembro de 2017. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: Último Segundo – *Com informações da Agência Brasil

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