Ministro do STF suspende prisão de delegada condenada em 2ª instância

Decisão do ministro Marco Aurélio se antecipa à discussão no STF sobre pena após condenação por tribunal colegiado e pode beneficiar Lula

Marco Aurélio entendeu que antecipar o cumprimento da pena seria suspender a presunção da inocência do réu
Rosinei Coutinho/SCO/STF – 7.12.16

Marco Aurélio entendeu que antecipar o cumprimento da pena seria suspender a presunção da inocência do réu

O ministro do Supremo Tribunal Federal ( STF ) Marco Aurélio Mello determinou, na quinta-feira (8), a suspensão da prisão da ex-delegada Simona Ricci Anzuíno, condenada em segunda instância pelos crimes de recebimento de vantagem indevida e falsidade ideológica. A informação é do site especializado em direito Conjur .

A defesa de Simona, no entanto, conseguiu no STF o direito de a ré permanecer em liberdade até que seu pedido de liberdade seja julgado pelas cortes superiores.

A decisão de Mello pode beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ingressou no Supremo com pedido semelhante ao da ex-delegada.

Desde fevereiro comenta-se a Corte se reunirá para tomar uma decisão sobre o caso; o julgamento, contudo, ainda não foi marcado pela presidente do STF, a ministra Cármen Lúcia.

Defesa de Lula pede definição

O advogado e ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence, que integra a defesa do ex-presidente Lula , classificou como “altamente positivo” o encaminhamento do pedido de liberdade preventiva do líder petista para o plenário do Supremo.

“É o que queríamos. Teremos ampla discussão do tema”, disse Sepúlveda .

Ainda não foi definido o dia em que ocorrerá a votação. A estratégia da defesa do ex-presidente é garantir sua liberdade após a definição dos recursos em 2ª instância – a expectativa dos advogados é que o tribunal de Porto Alegre não aceite os pedidos da defesa.

De acordo com o entendimento mais recente do STF, condenados em 2ª instância, após esgotados os recursos, devem já cumprir a pena. Assim, Lula pode vir a ser preso nas próximas semanas. Para evitar que isso aconteça, a defesa ingressou com o habeas corpus preventivo no STF.

Fonte: Último Segundo

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