Ministra Rosa Weber, do STF, arquiva inquérito contra José Serra

Ministra Rosa Weber seguiu o entendimento da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, sobre prescrição de suposto crime de Serra

Serra era investigado no âmbito da operação Lava Jato por ter recebido doações eleitorais da JBS via caixa dois
Wilson Dias/Agência Brasil – 17.8.2016

Serra era investigado no âmbito da operação Lava Jato por ter recebido doações eleitorais da JBS via caixa dois

A ministra do Supremo Tribunal Federal ( STF ) Rosa Weber determinou, na quinta-feira (8), o arquivamento de um inquérito que investigava o senador José Serra (PSDB). Ela acolheu a manifestação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que em fevereiro apontou que o suposto crime cometido pelo tucano já havia prescrevido – isto é, já não era passível de punição.

Serra era investigado no âmbito da operação Lava Jato por ter recebido doações eleitorais da JBS via caixa dois. A defesa do senador nega as acusações e afirma que jamais recebeu dinheiro de origem ilegal.

De acordo com a delação premiada de Joesley Batista, um dos donos da JBS , no entanto, doações não declaradas à justiça eleitoral teriam sido feitas à campanha de Serra em 2010, quando ele perdeu a eleição presidencial para a petista Dilma Rousseff.

O prazo para a prescrição de crimes deste tipo é de 12 anos. Como Serra tem mais de 70, contudo, a lei determina que o tempo para prescrição cai pela metade – assim, em 2016 o senador já estaria livre das acusações.

Nova acusação no STF

O ex-presidente da Odebrecht, Pedro Novis, que esteve à frente da empresa entre 2002 e 2008, disse, em acordo de delação premiada, que Serra solicitou R$52,4 milhões à construtora. Os pedidos foram feitos, e atendidos, entre 2002 e 2012, e se destinavam a Serra e seu partido, o PSDB.

Ainda, parte do dinheiro seria fruto de propina – relacionado, portanto, a algum negócio da construtora com o governo paulista. Os montantes teriam sido entregues por meio de contas no exterior e em dinheiro vivo, no Brasil.

A assessoria do senador afirmou que ele jamais recebeu propinas ou doações indevidas. Ainda, disse que Serra nunca trabalhou para favorecer a Odebrecht nos cargos em que ocupou no governo.

Em nota, concluiu, por fim, que as acusações são antigas e que o depoimento foi “requentado”, presumivelmente para atingir José Serra.

Fonte: Último Segundo

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