Após Trump ameaçar taxar importação de aço, empresas brasileiras sofrem perdas

Um terço do das exportações brasileiras de aço é direcionada aos EUA; Das 35 milhões de toneladas de aço bruto produzidas, 15 milhões são exportadas

Donald Trump afirmou, na última quinta-feira (1º) que deverá aumentar as taxas de importação de aço e alumínio
Reprodução/The White House

Donald Trump afirmou, na última quinta-feira (1º) que deverá aumentar as taxas de importação de aço e alumínio

Com a afirmação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que deverá aumentar a taxa de importação de aço e alumínio na última quinta-feira (1º), as siderúrgicas brasileiras correm o risco de terem que tomar medidas drásticas para lidar com perdas.

A proposta de taxar a importação de aço e alumínio não foi bem recebida pelo comércio global. Na sexta-feira (2), as siderúrgicas listadas na B3 (antiga Bovespa) perderam R$ 1,91 bilhão em valor de mercado por conta da queda de suas ações.

O Brasil é o segundo maior exportador de aço para o EUA e as vendas para os norte-americanos significa um terço das exportações brasileiras do produto. Das 35 milhões de toneladas de aço bruto que são produzidas, 15 milhões são exportadas, sendo que um terço vai para a terra de Trump.

De acordo com o presidente americano, a ideia é elevar as taxas de 25% para o aço e em 10% para o alumínio comprado de empresas estrangeiras pois o país precisa de aço para produzir equipamentos militares. O presidente dos EUA recorreu à seção 232, um dispositivo que questiona se os produtos importados são seguros para o país.

“Quando um país (EUA) está perdendo bilhões de dólares no comércio com virtualmente todos os países com os quais faz negócios, guerras comerciais são boas e fáceis de ganhar”, escreveu o republicano em suas redes sociais.

“Quando um país taxa nossos produtos em, digamos, 50%, e nós taxamos esses produtos em ZERO, isso não é justo nem inteligente. Em breve vamos ter impostos recíprocos de forma que tributaremos a mesma coisa que eles nos taxam. (Com um) déficit comercial de US$ 800 bilhões, não há escolhas!”

Perda

Cerca de 80% do aço que vai para os norte-americanos é semiacabado, precisa passar por siderúrgicas americanas ates de chegar ao cliente final. O Brasil não pode exportar produtos finais justamente porque já está em vigor uma medida antidumping contra o aço acabado nacional.

A medida mostra que os EUA consideram os preços dos produtos anticompetitivos e impõem uma sobretaxa a eles. A medida em discussão agora seria uma nova taxa, aplicada a todos os tipos de aço.

A medida deverá ser oficializada na próxima semana, e deve afetar as maiores empresas do Brasil como o Santander, CSN, Usiminas e Gerdal.

O setor siderúrgico vem de uma recuperação que começou em 2017, depois de, no ano anterior, ter tido o pior desempenho da história. A retomada se deu pela volta de atividade na indústria automotiva.

Fonte: IG economia

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