Marcelo Odebrecht passa o dia atrás de provas para diminuir sua pena

Marcelo Odebrecht está em prisão domiciliar desde 19 de dezembro de 2017 e, desde então, passa o dia procurando por provas que amenizem sua pena. De acordo com a revista Época desta semana, o executivo de 49 anos começa a trabalhar às 8h.

Antes de iniciar as atividades, no entanto, ele já fez exercícios físicos por uma hora e tomou café da manhã específico para quem tem hipoglicemia (pouco açúcar no sangue). Depois de se alimentar, Odebrecht permanece em seu escritório, aproximadamente, 12 horas por dia.

O escritório tem cerca de 15 metros quadrados e fica no subsolo de sua casa, no Morumbi, bairro nobre de São Paulo. As roupas que ele usa para trabalhar – tanto casual quanto social – sempre escondem a tornozeleira eletrônica.

Diariamente, o empresário analisa detalhadamente os mais de 400 mil e-mails que tem guardados desde 2002. De acordo com a publicação, o computador foi apreendido pela Polícia Federal em junho de 2015, em sua prisão, mas os arquivos foram devolvidos em novembro.

Odebrecht conta para todos os amigos que está procurando por informações que diminuam sua pena. Ainda segundo a revista, ele está em busca de provas que incriminem quem ele diz acreditar que o deixou queimar sozinho. Da lista, não escapa nem o seu pai, Emílio, e executivos da empresa.

Segundo a revista, ele se vê como uma pessoa injustiçada, que está respondendo sozinha pela corrupção na empresa que comandava, pois existem outros 76 delatores que admitiram participação nos crimes da empreiteira.

No dia em que vazaram novas mensagens relacionadas à compra de um terreno que abrigaria o Instituto Lula, ele chamou a filha mais velha, de 21 anos, mostrou o conteúdo e a indagou: “Entendeu tudo? Precisa que eu esclareça algo?” e mostrou nomes de ex-funcionários copiados nas trocas de e-mails para provar que estava ajudando a solucionar os fatos. Esses e-mails foram parte das mensagens que o empresário encaminhou para a PF.

A publicação também informa que Odebrecht fez um diário, que chega a sete mil páginas, enquanto esteve preso. Ainda de acordo com a revista, a obsessão por novas provas é para reduzir a pena de dois anos e meio de prisão domiciliar, com permissão para sair de casa apenas em dois períodos de 24 horas, para um ano e três meses.

Para isso acontecer, Odebrecht já fez mais de 10 petições para incluir novos matérias na delação. Atualmente, só ele, a Polícia Federal e o Ministério Público têm cópias dos e-mails.

Fonte: Estadão

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