Silval revela pagamentos de propina no Dnit e Caixa para ter a liberação de obras

O ex-governador Silval Barbosa, em depoimento à CPI do Paletó, na Câmara de Cuiabá, revela o pagamento de propina a pessoas ligadas ao Dnit e à Caixa Econômica Federal (CEF) para a liberação de recurso para retomada das obras da Copa do Mundo de 2014. “Só obras grandes e paradas. Fiquei um ano sem ter repasse nenhum”, disse o ex-gestor.

Silval cita que as condicionantes estabelecidas por membros de ambas as instituições são referentes às obras do viaduto Orlando Chaves e Despraiado; das trincheiras Mário Andreazza, Santa Rosa, Verdão, Trabalhadores/Jurumirim; e do complexo do Tijucal.

Conforme o ex-governador, sem citar nomes, foi pago R$ 2 milhões a membros do Dnit. “Por muito tempo não tinha dinheiro para nada. Administrava com a fonte 100”, disse Silval em resposta à pergunta do vereador por Cuiabá, Toninho de Souza (PSD). Em relação à Caixa, o ex-gestor lembra que se reuniu com dois diretores para pagamento de propina. “Enquanto não cheguei para fazer acerto não liberavam o recurso. Ninguém atrasa obra porque quer”, sustenta.

Silval prestou depoimento à CPI do Paletó na manhã de hoje, na Câmara de Cuiabá. A oitiva é uma das mais aguardadas, já que ele deve falar sobre a suposta existência do esquema de pagamento do “mensalinho”, valor repassado a deputados estaduais, em troca de apoio à sua administração.

Um destes deputados seria o hoje prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB), investigado na CPI. O gestor foi flagrado em vídeo no qual aparece recebendo dinheiro do ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio Correa. O prefeito nega que o montante seja de propina. Garante que é referente ao pagamento de dívida do grupo do ex-governador com o Instituto Mark, empresa do irmão do emedebista, Marco Polo Pinheiro, o Popó. Mas a CPI investiga possível obstrução à Justiça por parte do prefeito.

Delação

No acordo de colaboração premiada, Silval cita o nome de 91 empresas que teriam algum tipo de envolvimento com os esquemas de corrupção realizados pela organização criminosa que liderou nos anos em que esteve no comando do Palácio Paiaguás. O acordo, firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR), foi homologado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: RDNews

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