PTB desiste de indicar Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho

Decisão foi anunciada pelo presidente do partido, Roberto Jefferson, que reclamou de “caça às bruxas” e de “indecisão” da presidente do Supremo

Cristiane Brasil foi nomeada por Temer no início do mês passado, mas posse foi barrada pela Justiça Federal
João Ricardo/PTB – 29.11.17

Cristiane Brasil foi nomeada por Temer no início do mês passado, mas posse foi barrada pela Justiça Federal

 

A deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) não será mais ministra do Trabalho. O ponto final na novela acerca da nomeação da parlamentar foi anunciado na tarde desta terça-feira (20) pelo presidente nacional do PTB e pai de Cristiane, Roberto Jefferson.

Fim de uma novela

A deputada do PTB foi nomeada no início de janeiro pelo presidente Michel Temer para assumir o posto de ministra do Trabalho, que está vago desde o fim do ano passado. Mas a posse de Cristiane no cargo foi vetada por decisão de um juiz federal de Niterói (RJ), que julgou “atentar contra o princípio da moralidade administrativa” o fato de uma pessoa condenada por descumprir a legislação trabalhista , tal como Cristiane, assumir a chefia do Ministério do Trabalho.

Cristiane acumula duas condenações por não ter assinado as carteiras de trabalho de motoristas que trabalhavam para ela e para sua família, tendo sido obrigada a pagar indenização de R$ 60 mil a um deles e R$ 14 mil a outro. A deputada chegou a divulgar um vídeo para defender sua nomeação, mas a gravação feita em um barco com a parlamentar rodeada de homens descamisados surtiu efeito negativo.

Após recursos do governo serem negados na segunda instância, a decisão chegou a ser revertida no fim do mês passado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas Cármen Lúcia mais uma vez barrou a nomeação às vésperas da cerimônia de posse. A ministra do Supremo decidiu encaminhar o assunto para decisão do plenário da Corte, mas ainda não havia agendado a data para o julgamento.

A insistência do presidente Michel Temer na nomeação de Cristiane Brasil se deveu à dependência do governo em relação ao apoio do partido presidido por Roberto Jefferson para aprovar a proposta de reforma da Previdência na Câmara. O projeto hoje se encontra travado por conta do decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro, o que impede a tramitação de propostas de emendas constitucionais.

Fonte: Último Segundo

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