Vereador acusa sargento de bater na cara do filho e vai acionar corregedoria

Demonstrando total indignação por conta da confusão policial envolvendo seu filho e que ganhou repercussão na manhã deste sábado (17), o vereador por Cuiabá, Marcrean Santos (PRTB), contou sua versão ao Gazeta Digital sobre a prisão do filho Macswell dos Santos Silva, 23.

Lembrando sobre as primeiras horas da noite de sexta-feira (16), Marcrean contou que chamou o filho e o sobrinho que também foi detido para fazer um favor para ele. Macswell deveria ir até a casa da ex-presidente do bairro Campo Verde, entregar um documento do pai.

Nisso, quando estava atrevessando o bairro na companhia do primo avistaram uma viatura passando que deu ordem de parada e para descer do veículo com mão na cabeça.

Conforme o parlamentar, o filho dele não desobedeceu a ordem dos policiais e sim demorou algum instante para colocar a mão na cabeça porque foi colocar a chave do veículo HB 20 no bolso da calça.

Com a atitude do filho, o vereador afirmou que um sargento do 3 Batalhão que acompanhava outros dois policiais se aproximou perto do filho e perguntou onde eles moravam e o que estavam fazendo na região. Diante das perguntas, Macswell então contou que estaria fazendo um favor para o pai dele sem citar que era filho de vereador.

Logo em seguida, respondeu que morava no bairro Pedregal. “Depois de falar que era morador do bairro Pedregal ele levou o tapa no rosto e o sargento falou que eles estavam eram atrás de drogas, pois todo mundo que mora no Pedregal era traficante e, por isso, tomou o tapa. Achei além de absurdo, que esse militar não tem preparação para trabalhar na segurança ele também foi preconceituoso com os moradores do Pedregal. Eu morro na região há alguns anos e não tem vergonha dali”, defendeu.

Logo depois do tapa no rosto, os dois foram colocados na viatura e encaminhados para o Cisc do Planalto. Já no registro da ocorrência, o jovem começou a passar mal e precisou ser encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro.

“Meu filho não estava fazendo cena. Ele tem problemas na respiração e o pessoal da UPA me ligou contando o caso. Eu cheguei lá vi meu filho agonizando. Eu nunca passei por isso. Fiz o procedimento que a polícia mandou mas, meu filho passou mal pela 2ª vez na delegacia e teve que retornar. Eu liguei mesmo para o comandante geral da Polícia Militar e disse que ligaria até para o governador se fosse possível. Porém, os policiais não gostaram da minha atitude porque perceberam que eles tinham agido de forma ilegal”, detalhou.

O vereador contou que passou a madrugada toda deste sábado na UPA porque o filho sofreu abuso de autoridade. “Meu filho tem 23 anos. É estudante do 6°semestre de Direito e eu não fingi que estava conversando com nenhuma autoridade para intimidar a polícia. Fui na delegacia e na UPA como cidadão e pai do meu filho não como vereador. Simplesmente quis defender meu filho porque vi ele agonizando em uma maca e pensei que ele iria morrer”, pontuou.

Ainda conforme o parlamentar, ele registrou outro boletim de ocorrência e na próxima segunda-feira (19), irá até a Corregedoria da PM para denunciar o caso. “O sargento é despreparado. Registrei um boletim de ocorrência, fizemos  corpo de delito e daqui 30 dias vai sair o resultado e vou provar a agressão. Vou buscar todos os direitos que amparam meu filho”, finalizou.

Fonte: GD

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