Guerra judicial e eleitoral de Lula ainda será longa

Hoje ocorre batalha importante no TRF-4, mas haverá outras

Ocorre hoje em Porto Alegre uma batalha importante, mas não será o fim da guerra para o PT e o ex-presidente Lula. Há uma série de recursos que podem ser apresentados a fim de questionar a eventual manutenção da condenação ao petista e para permitir que Lula continue no jogo eleitoral.

Exemplo: O partido deverá registrar a candidatura de Lula à Presidência no último do prazo para fazê-lo: 15 de agosto. Na prática, só a partir do registro da candidatura podem incidir os efeitos da Lei da Ficha Limpa. Portanto, até esse registro, não há, em caso de confirmação da sentença de Moro, como considerar Lula um candidato ficha-suja.

No PT, existe temor em relação ao “fator Fux”. O ministro do STF Luiz Fux assumirá a presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no início de fevereiro e deixará o comando do órgão justamente em 15 de agosto. Ou seja, do ponto de vista jurídico, seria difícil uma eventual interferência de Fux, mas declarações do ministro sugerem que ele pode vir a tentar algo nessa linha.

A partir de 15 de agosto, o TSE será presidido pela ministra Rosa Weber.

Radicalidade eleitoral

O PT apostará na radicalização, levando a candidatura presidencial de Lula às últimas consequências, por avaliar que não tem alternativa melhor. O partido foi apeado do poder com o impeachment de Dilma. Lula é sua maior esperança de sucesso eleitoral. Por isso, faz sentido político radicalizar a fim de tentar viabilizar a candidatura do petista. Estender a guerra judicial é estratégico para o sucesso desse plano.

Fonte: Blog do kennedy

Powered by WP Bannerize

1 COMENTÁRIO

Deixe uma resposta