Comissão vai convocar Jajah e Wilson para explicarem ‘devolução de VI’

A Comissão de Ética da Assembleia Legislativa deve convocar o suplente de deputado estadual Jajah Neves e o titular da vaga, o secretário de Estado de Cidades, Wilson Santos, ambos do PSDB, assim que for finalizado o recesso parlamentar, em fevereiro. Eles terão que explicar o suposto acordo de transferência da verba indenizatória entre eles.

Na última quinta-feira (11), veio a público um áudio em que uma voz atribuída a Jajah admite repassar, todos os meses, o valor de R$ 65 mil para Wilson Santos, que está licenciado da Assembleia Legislativa. Presidente da Comissão de Ética, o deputado estadual Leonardo Albuquerque (PSD) afirma que outros suplentes que passaram pela Assembleia também serão convocados para esclarecer se esta é uma prática corriqueira na Casa.

Além de Jajah, Adriano Silva (PSB) é suplente e está no exercício da função de deputado atualmente. Ele substitui Max Russi (PSB), que se licenciou para assumir a secretaria da Casa Civil.
“Ficou muito estranho para os deputados essa situação, que não é correta. Nós queremos um esclarecimento dos deputados [Jajah e Wilson] sobre o que foi dito no áudio”, disse o presidente da Comissão.

Na semana passada, o Ministério Público Estadual (MPE) instaurou uma notícia de fato para apurar o caso. A investigação está sob responsabilidade do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e pode resultar na abertura de inquérito civil.

Na gravação, que circula pelos aplicativos de celular, a voz atribuída a Jajah Neves afirma que, assim que o valor da verba indenizatória é depositado, ele tem que repassar o recurso para Wilson Santos. Segundo Jajah, as cobranças são por telefone.

A suposta transferência da verba já havia se tornado pública no ano passado, quando a deputada estadual Janaína Riva (PMDB) revelou o esquema durante uma acalorada discussão com Jajah, em plenário. Na época, a parlamentar chegou a ameaçar formalizar uma denúncia mas, por falta de provas, não o fez.
A verba indenizatória de R$ 65 mil foi criada para ressarcir os deputados pelos custos das atividades parlamentares, como combustível, aluguel de imóveis e locação de veículos, entre outros.

Em recesso, Jajah Neves ainda não se manifestou sobre o assunto. Já a assessoria de Wilson afirmou, por nota, que “há uma certidão assinada por Wilson e pelo deputado Jajah Neves, na qual fica comprovado que o segundo tem toda autonomia sobre o gabinete. Portanto essa história da VI não é verdadeira”.

Fonte: GD

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