Ações na Justiça Federal tentam impedir posse de Cristiane Brasil em ministério

Ao menos três processos foram ajuizados contra a filha de Roberto Jefferson; ações tem como mote condenação trabalhista da nova ministra do Trabalaho

Filha de Roberto Jefferson, Cristiane Brasil tem posse no Ministério do Trabalho marcada para essa terça-feira (9)
Lúcio Bernardo Junior/Câmara – 21.6.16

Filha de Roberto Jefferson, Cristiane Brasil tem posse no Ministério do Trabalho marcada para essa terça-feira (9)

Três ações populares foram protocoladas na Justiça Federal no Rio de Janeiro entre o domingo (7) e esta segunda-feira (8) com o objetivo de impedir que a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) assuma o posto de ministra do Trabalho. A cerimônia de posse está marcada para essa terça-feira (9) no Palácio do Planalto.

Uma das ações populares contra a nomeação da nova ministra teve pedido de liminar negado ainda nesse domingo pela juíza Ana Carolina Vieira de Carvalho, da 1ª Vara Federal de Magé. A magistrada alegou que somente ações urgentes devem ser analisadas durante o recesso forense, o que, conforme seu entendimento, não seria o caso do processo contra a filha de Roberto Jefferson.

Essa ação foi ajuizada pelo advogado Thiago Ullmann, que também é autor de mais um processo semelhante que deve ser distribuído ainda nesta segunda-feira.

Já a terceira ação popular foi proposta pelos advogados João Gilberto Araujo Pontes, Marcos Luiz Oliveira de Souza e Marcos Chehab Maleson. O processo foi remetido à 1ª Vara Federal de Niterói.

Os laços de Cristiane

Cristiane é filha de Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB e primeiro denunciante do mensalão – que posteriormente veio a ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A deputada foi escolhida pelo presidente Michel Temer para assumir a chefia do Ministério do Trabalho após o posto ficar vago devido ao pedido de demissão apresentado por Ronaldo Nogueira no fim de dezembro.

Apesar de ser filha do maior líder do PTB, Cristiane Brasil não foi a primeira escolha do partido para repor a saída de Nogueira. O deputado Pedro Fernandes (MA) chegou a confirmar que foi convidado e que aceitou assumir o cargo, mas depois voltou atrás alegando conflitos com o ex-presidente José Sarney (MDB) – que negou ter vetado a nomeação de Fernandes.

Fonte: Último Segundo

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