TRANSPORTE COLETIVO: Em janeiro passagem de ônibus custará R$ 3,85

Reajuste foi aprovado, ontem, pelo Conselho Participativo da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá

A partir do dia 02 de janeiro de 2018, o usuário do transporte coletivo passará a pagar R$ 0,25 a mais para andar de ônibus, em Cuiabá. Ontem pela manhã, o Conselho Participativo da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados da capital (Arsec) aprovou o reajuste de 5,80% da tarifa. Com isso, o valor da passagem subirá dos atuais R$ 3,60 para R$ 3,85.

“A forma de cálculo (da tarifa) foi estabelecida pelo próprio Conselho e leva-se em consideração a variação do preço do combustível, do preço do ônibus e de peças, a variação salarial dos servidores do sistema e a despesa administrativa que é calculada por meio do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)”, explicou o presidente da Arsec, Alexandre Bustamente.

Além de repor a inflação, um dos principais argumentos usados para a aprovação unânime da recomposição tarifária é o equilíbrio econômico do contrato. “O preço é compatível com o contrato que existe e que foi feito anos atrás e, inclusive, a Lei Orgânica do município que o aumento tem que ser uma vez por ano, sendo que já tem 24 meses que estamos com a tarifa de R$ 3,60. As pessoas que usam o sistema acham o valor caro, mas quem presta o serviço acha pouco. A Agência está aqui justamente para fazer esse equilíbrio”, pontou.

O último reajuste tarifário na capital ocorreu em março de 2016, quando o valor passou de R$ 3,10 para R$ 3,60. Mas, apesar do aumento, o presidente da Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (AMTU), Ricardo Caixeta, afirmou que o valor continua defasado. “A gente esperava que essa tarifa fosse um valor um pouco maior. Teria que ser pelo menos R$ 3,90”, comentou.

Após a reunião do Conselho, a Arsec realizou uma audiência pública para esclarecer e fazer uma prestação de contas à sociedade acerca dos serviços públicos do transporte coletivo. Na audiência, foram apresentados o cálculo tarifário e o relatório da pesquisa de opinião pública sobre o sistema neste ano de 2017.

O Conselho Participativo é composto por representantes de 18 repartições ou órgãos, como Câmara de Vereadores, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), União Coxiponense das Associações de Moradores (Ucam), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), entre outros.

Na capital, o sistema conta com aproximadamente 400 veículos, que atendem diariamente 340 mil passageiros em média, que cobram melhorias no serviço. Entre as principais reclamações estão, falta de ar condicionado, falta de limpeza dos coletivos, atrasos, superlotação e as condições precárias dos abrigos.

ÔNIBUS NOVOS – De acordo com o presidente da AMTU, Ricardo Caixeta, não há previsão para compra ou entrega dos 50 novos ônibus, conforme chegou a ser anunciado pelo prefeito Emanuel Pinheiro em maio deste ano. A aquisição deveria ser feita para amenizar o problema da frota em idade avançada. Conforme planilha da Arsec, 60% da frota da capital tem idade acima de cinco anos.

Caixeta alegou que as empresas precisavam do reajuste em março deste ano, sendo que também estão na iminência da realização da prometida licitação do sistema por parte do poder público. “A tarifa era para ter aumentado em março e passamos o ano inteiro com o valor defasado. Como as empresas vão receber pelo investimento que vão fazer?”, argumentou. O contrato das empresas vai até julho de 2019.

Para realizar a licitação, a prefeitura criou uma comissão para estudo e elaboração, do certame, que é formada, inclusive, pela Arsec. Segundo o presidente da Agência, Alexandre Bustamente, informou que dentro de 90 dias o levantamento deverá estar pronto e à disposição do prefeito.

VÁRZEA GRANDE – Os empresários do setor também solicitaram reajuste da tarifa do transporte municipal, em Várzea Grande. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o possível reajuste está em definição e será baseado em dados ou estudos do Conselho Regional de Economia (Corecon).

A assessoria informou ainda que houve a aprovação na Câmara de Vereadores da cidade redução na carga tributária para que o majoramento seja o menor possível. Também deverão ser feitas exigências, como a entrega de novos ônibus para atender os usuários.

Fonte: DC

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