Mesmo com ameaças de Trump, ONU vota resolução que rejeita decisão sobre Israel

Resolução contrária à decisão de Washington, de reconhecer Jerusalém como capital israelense, foi aprovada por 128 países membros; embaixadora americana disse que “EUA não irão se esquecer aqueles que votaram contra”

Países não
Reprodução/Twitter ONU

Países não “se intimidaram” com ameaças de Washington e rejeitaram mudança de capital em Israel

A Assembleia das Nações Unidas se reuniu nesta quinta-feira (21) e votou com ampla maioria contra a decisão de Donald Trump de mudar a embaixada norte-americana da cidade de Tel Aviv para Jerusalém, reconhecendo esta como capital israelense. Com mais de 120 votos, os países membros da ONU rejeitaram a mudança e votaram a favor de uma resolução contra o reconhecimento da cidade sagrada como capital do país. As informações são do The Guardian. 

Os votos acontecem mesmo depois das ameaças da embaixadora dos Estados Unidos na ONU , Nikki Haley, de que o país “não se esqueceria dos membros que votassem a favor da resolução”. O presidente dos EUA disse na quarta-feira (20) que “acompanharia a votação de perto”, ainda ameaçando cortar a ajuda financeira àqueles que se colocassem contrários.

Dos 190 membros, 128 votaram pela rejeição à decisão de Washington – entre eles, o Brasil
Reprodução/Twitter ONU

Dos 190 membros, 128 votaram pela rejeição à decisão de Washington – entre eles, o Brasil

Apenas nove países seguiram “as orientações” do governo norte-americano e da embaixadora Nikki Haley: o próprio EUA, Togo, Micronésia, Nauru, Palau, Ilhas Marshall, Guatemala e Honduras. Entre os 28 membros da União Europeia, 22 foram favoráveis à resolução das Nações Unidas, entre eles o Reino Unido e a Alemanha – os quais, historicamente, sempre se abstiveram em assuntos relacionados a Israel.

Abstiveram-se de votar contra ou a favor 35 membros, entre eles Austrália, Canadá, México e Colômbia. Porém, muitos embaixadores desses países, como o mexicano, aproveitaram sua vez ao pódio para criticar a decisão unilateral do presidente republicano Donald Trump. Outras 21 delegações estavam ausentes na votação, sugerindo que o aviso de Washington acerca de cortes no financiamento, além do lobby de Israel , pode ter tido algum efeito.

“O povo quer”

Embora o apoio à resolução tenha sido um pouco menor do que as autoridades palestinas esperavam, a contagem de apenas nove votos em apoio à posição dos EUA e de Israel foi um sério golpe diplomático. Imediatamente após a votação, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, descreveu o resultado como uma “vitória para a Palestina”.

Apesar do isolamento dos Estados Unidos na reunião extraordinária na ONU hoje, a embaixadora americana afirmou que o governo republicano “irá sim mudar a embaixada para Jerusalém, pois é isso o que os cidadãos do país desejam”.

Fonte: Último Segundo

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