‘Conduta social é desfavorável’, diz juíza Selma sobre Silva

Ao sentenciar o ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa a 13 anos e 7 meses de prisão, a juíza Selma Rosane Santos Arruda, titular da 7ª Vara Criminal, destacou que a conduta social do réu, agora condenado na primeira de uma série de ações penais, é “desfavorável”.

Para Selma Arruda, Silval tinha traiu a confiança que recebeu da população que votou nele ao atentar contra a Administração pública e ao receber propina do empresário João Batista Rosa, dono da Tractor Parts, que figurou como vítima e delator no processo.

“O condenado Silval da Cunha Barbosa trilhou longa carreira política, já tendo ocupado o cargo de Governador do Estado por duas ocasiões, tinha o apoio maciço da população mato-grossense e era político de grande expressão neste Estado. Porém, apesar de tamanha responsabilidade social optou por agir contra a população que o apoiava, contra a moralidade da Administração Pública e contra o patrimônio do empresário, advindo do benefício fiscal que lhe foi concedido”, diz trecho da sentença.

Interesses pessoais

A magistrada destaca ainda que Silval Barbosa gastou boa parte do seu tempo como governador “apenas a saldar dívidas de campanha mediante recebimento de propinas e, com isso, comprometeu sua honra e sua imagem pública”. A sentença diz também que o ex-governador “trabalhou contra a sociedade e a favor apenas de seus interesses pessoais”.

Chefe de organização criminosa

Sendo a dose da pena por organização de criminosa de 4 anos e 10 meses de reclusão, Selma Arruda ressaltou o caráter de líder do esquema de Silval, afirmando que ele colocou em posições-chave do governo do Estado pessoas que tinham “os mesmos planos sórdidos” que ele.

“(…) bastava dar uma ordem para que milhões de reais aparecessem à sua disposição. Transformou a máquina estatal em fonte (quase) inesgotável de enriquecimento. A organização criminosa por ele chefiada não teve qualquer escrúpulo em exigir da vítima João Batista Rosa o pagamento de R$ 2.500.000,00, mesmo já tendo concedido benefícios fiscais às empresas deste”, afirma.

Fonte: GD (Celly Silva)

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