Desembargadores contrariam relator e reduzem pena de Eduardo Cunha na Lava Jato

Relator recomendou aumento da pena de 15 anos e 4 meses imposta pelo juiz Moro em ação sobre propina em compra da Petrobras na África, mas desembargadores divergiram e fixaram sentença em 14 anos e 6 meses

Eduardo Cunha foi condenado por recebimento e movimentação de R$ 5 milhões em negócio da Petrobras na África
Lula Marques/Agência PT – 21.6.16

Eduardo Cunha foi condenado por recebimento e movimentação de R$ 5 milhões em negócio da Petrobras na África

Por dois votos a um, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) decidiu nesta terça-feira (21) reduzir a  pena imposta pelo juiz Sérgio Moro ao ex-presidente da Câmara  Eduardo Cunha (PMDB)  na ação penal da Lava Jato sobre pagamento de propina na compra de um campo de petróleo no Benin, na África, efetuada pela Petrobras em 2011.

A condenação de Cunha

Ex-presidente da Câmara e principal algoz de Dilma Rousseff no processo do impeachment, Eduardo Cunha foi condenado por suposto recebimento de R$ 5 milhões em propina na negociação de compra do Bloco 4 em Benin pela Petrobras. Os valores foram movimentados em contas na Suíça – às quais a defesa alegou não serem de propriedade de Cunha.

Além da sentença de 15 anos e 4 meses de prisão, o ex-deputado também foi condenado a pagar US$ 1,5 milhão à Petrobras como reparação pelos danos causados pelo esquema de corrupção acerca do negócio em Benin.

Preso desde outubro do ano passado, Eduardo Cunha  desembarcou hoje no Paraná após passar cerca de dois meses detido em Brasília para participar das audiências de ação penal da Operação Sépsis, na qual ele é réu. O ex-presidente da Câmara dos Deputados também é processado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por  fraudes no fundo de previdência da Cedae e responde ainda a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) que o acusa de  integrar o chamado ‘ quadrilhão do PMDB na Câmara’ . O processo aguarda decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), que irá determinar se a investigação permanecerá na Corte ou se será enviada ao juiz Moro, na Justiça Federal em Curitiba.

Fonte: Último Segundo

Powered by WP Bannerize

Deixe uma resposta